Que seja só a primeira temporado de muitas. Depois de muito aprendizado, ralação, bueníssima música e a companhia espetacular de Bruna Daibert e espetaculares Silvio Cohen, Hugo Santarém, Luiz Matos, Lia Ravena, Tiago Trigo, Daniel Félix, Claudia Bentes e Marcílio Costa, e ainda um tanto assim de gente que ajudou pacas, o 061UHA chega ao fim. Foram 10 bandas da cidade, dois vídeos para cada. Sim, 20 vídeos.
A ideia do projeto era mostrar a qualidade musical da cidade tanto para fora de Brasília e região quanto, e talvez tão importante quanto a primeira opção, para dentro mesmo. Que a gente se enxergasse nos vídeos, nas músicas, nos artistas, nos lugares. Que a gente identificasse nossos traços comuns e promissoras raízes.
Pretensões a parte, o projeto taí, no ar, aberto, disponível para download no Vimeo, e recheado de figuraças e boa música. Obrigado a todos! Simbora, Brasila.
Videomaker documenta trabalho de artistas da cidade e os lança na internetA ideia é apresentar as estrelas locais a novos públicos Mariana Moreira
Cartão postal: Cícero Fraga, Silvio Cohen, Luiz Matos e o gaitista Pablo Fagundes, durante as filmagens
Até o começo de 2010, Cícero Fraga era um publicitário que se divertia acompanhando a atuação dos músicos da cidade. Mas, nos últimos 10 meses, ele se transformou, por iniciativa própria, em um videomaker que auxilia alguns desses artistas a lançarem seus trabalhos no frenesi global da internet. “Via vários shows de bandas, percebia uma excelente qualidade musical e quis ajudar esses músicos. Com exceção da cena instrumental, não há muitos produtos musicais conseguindo se firmar fora da cidade, levar o nome de Brasília”, relata. O antídoto contra essa dificuldade foi batizado de 061Uha, página eletrônica que reúne mini-documentários, regados a música e bate-papo, com figurinhas conhecidas de quem acompanha bandas e músicos locais.
Foi durante um show de Vavá Afiouni e o Toró de Palpite, nas comemorações de aniversário da cidade em 2009, que ele teve o estalo: por que não registrar um pouco da atuação musical que vê nos palcos? “Minha ideia era produzir pequenos filmes com músicos profissionais, que tenham trabalho autoral, CD produzido e um carreira já estruturada. Não queria colocar ninguém no mercado, apenas impulsionar a carreira”, descreve. No mesmo dia, Vavá foi convidado para uma gravação, que acabou virando um dos vídeos-piloto do projeto. Até agora, documentários sobre sete artistas já estão no ar, na página www.061uha.com, e ainda faltam três. Os próximos são Ted Falcon e o grupo Seu Estrelo e o Fuá de Terreiro. O último nome ainda não foi definido.
Antes de ligar a câmera, o publicitário, também conhecido como Padim, foi obrigado a enveredar por searas desconhecidas. Pesquisou a fundo o mercado cultural de outras cidades, estruturou um projeto e se aprofundou nas regras de patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura. A consulta aos amigos também foi fundamental. “Conversei com o Pezão, um dos realizadores da revista Satélite 061, que faz o mapeamento das manifestações culturais da cidade. Isso me abriu a cabeça para fazer o mesmo em vídeo. Até peguei parte do nome da revista deles emprestado”, brinca. Em março passado, ele recebeu a verba de R$ 48 mil para tocar a iniciativa.
O time de realizadores foi escolhido entre amigos com experiência em filmagens e produção, mas ainda em início de carreira. Dos sete envolvidos na realização dos filmes, apenas a produtora Lia Ravena e a diretora de arte Bruna Daibert eram veteranas em suas áreas de atuação. “Quis fazer a mesma coisa com os músicos e com a equipe do projeto: permitir que produzissem e mostrassem seu potencial”, compara.
Antes de rodar as cenas a equipe se reunia com o artista da vez, para traçar o plano de voo, intenções e o estilo da produção. O passo seguinte era encontrar uma locação adequada, tendo sempre Brasília como pano de fundo, “conversando” com o músico e sua obra. O documentário sobre o Toró de Palpite foi gravado em uma praça no Setor Militar Urbano. George Lacerda rodou sua versão na 107 Norte, caminho de sua casa e lugar que o inspira a compor e a tocar. Fabiano Borges tocou seu violão sete cordas para a equipe no Museu do Índio.
Outra decisão foi produzir filmes curtos, que não ultrapassassem 10 minutos de duração, para que os espectadores pudessem ver em qualquer situação, até mesmo em intervalos durante o horário de trabalho. Como os próprios autores dos vídeos têm seus empregos, as filmagens foram realizadas sempre em finais de semana, com duas câmeras, sendo uma alugada.
Redes sociais
Até agora, a página eletrônica só foi divulgada em mídias digitais, como Twitter e Facebook, além do tradicional boca a boca. Mesmo assim, dois dias depois de entrar no ar, já tinha registrado mais de quatro mil acessos. Há um mês, mais de 30 mil visitas haviam sido contabilizadas, em 38 países diferentes e a iniciativa já rendeu dividendos para os participantes. “Uma TV latina exibiu o vídeo da Ellen Oléria. O bandolinista Dudu Maia, outro selecionado pelo projeto, foi convidado para uma apresentação no exterior, por alguém que o conheceu no nosso filme”, relata Fraga.
Uma das artistas escolhidas, Ellen Oléria se entusiasma ao falar do projeto. “Filmamos muito rápido, em dois dias, em estúdio e na Funarte. Os meninos são muito criativos e quiseram aproveitar os grafites da área externa, que tem a mesma pegada hip-hop e urbana da minha música. Dá pra ver na edição final que foi uma conversa descontraída”, descreve. O material acabou virando uma das principais formas de divulgação da cantora. “Na rede, a música caminha num ritmo muito mais rápido do que as nossas pernas. Infelizmente, ainda não encontramos em Brasília a dosagem certa da equação público, produção e artista, mas estamos caminhando pra isso. Esse projeto é um bom termômetro da cena local”, acredita.
Agenda ainda em aberto
No ano que vem, a equipe pretende continuar registrando a cultura candanga, mas ainda não decidiu qual será o novo recorte. Mas é possível que se ampliem o leque e extrapolem as opções musicais, abrindo espaço para artistas de teatro e cinema, por exemplo. Outra proposta para o futuro é tornar o site um espaço cada vez mais independente. “Nossa ideia é um dia transformá-lo em um portal para alojar o material dos artistas e eles mesmos poderão produzir e inserir o próprio material”, conta Fraga. Quem quiser colaborar financeiramente para a manutenção da iniciativa é bem-vindo.
Tá no ar desde ontem a nova edição do 061UHA, projeto que está mapeando uma parte da melhor música feita em Brasília e região. Dessa vez os convidados foram Vavá Afiouni e o Toró de Palpite. Figuras emblemáticas desse cerrado em chamas.
Contra o fechamento do Balaio Café, que obteve o seu alvará cassado de forma suspeita, a festa Toranja, que sempre rolava nas suas dependências, fez uma edição especial convidando os jovens de Brasília a ocuparem os espaços vazios da capital. Toranja na Rua ocupou a rua da 201 norte, zona central da cidade.
Com os pedidos de reabertura da nossa Casa de Prazeres e com o empenho dos representantes do lugar, a mobilização continua.
Somos eteeeernos nessa Brasila!
UPDATE "Email enviado pela Equipe do Balaio":
O Balaio foi interditado na noite de 16/07 (sexta-feira) pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal (AGEFIS) por “exercer atividade de comércio sem alvará de funcionamento”, mesmo possuindo o alvará de funcionamento definitivo desde a inauguração (em 2006). Sendo também atingido pela onda de arbitrariedade do GDF que vem prejudicando todo o setor de comércio de serviços, maior gerador de empregos do Distrito Federal. Gostaríamos de ressaltar que cumprimos todas as obrigações sanitárias, trabalhistas, fazendárias e todas as demais demandas legais de uma empresa do nosso ramo de atividade, além de servir aos nossos clientes como ponto de lazer, diversão, boa comida e cultura. Nosso alvará de funcionamento foi revogado pela Administração de Brasília, sem notificação e direito de defesa. Até o momento não sabemos qual motivo. Nos parece que barulho e muitas pessoas na quadra - que é comercial. Reforçamos que não estamos aqui para causar danos a ninguém, muito menos a nossa comunidade. Tanto é que costumamos limpar a rua, buscar soluções para o trânsito, pagar segurança no local
Nosso departamento jurídico está trabalhando para que possamos garantir o emprego de nossos 40 colaboradoras /es, nossa atividade cineclubista, a capoeira genuina e alimentar tantos amigas e amigos com nossas delícias.Sobretudo, queremos manter viva a cultura da cidade. O apoio a todas as manifestações de liberdade e cultura que fomentamos diariamente neste espaço, injustamente impedido de funcionar.
Precisamos neste momento do maior número de assinaturas em apoio ao Balaio ! Montamos este abaixo-assinado, se possível e de acordo, por favor assine através deste link:
Tá no ar o 061uha com os primeiros capítulos da música contemporanea de Brasília. Nessa primeira leva, temos figuras fulgurantes da nossa capital: George Lacerda, Pablo Fagunde e Ellen Oléria. Vous postar aqui os Docs. Para ver os clipes é só acessar o site.
Obrigado a toda a equipe: Bruna Daibert, Silvio Cohen, Luiz Matos, Lia Ravena, Hugo Santarém, Marcílio Bezerra e Daniel Félix. Além dos nossos amigos e parceiros que estão dando uma força. E, claro, ao Fundo de Apoio à Cultura que tornou isso possível.
Olha que o 061UHA, projeto que busca mostrar um pouco do que temos de melhor musicalmente na região começou a dar os primeiros passos. Gravamos já com George Lacerda e Pablo Fagundes. A previsão é para o site ir ao ar no fim de maio. Ao todo, serão 10 artistas. Cada um com um minidocumentário online e, claro, clipes!
Agora que o projeto 061uha! está definitivamente aprovado (!!!!!), ando com xarope de guaraná, ginseng, catuaba, amendoim e redbull na veia. Não vejo a hora de meter a mão na massa, revigorar o site, estruturar as estruturas e filmar o que tem que ser filmado. Documentários. Paixão. Mais, documentários musicais. Posso dizer que somos uma equipe de sorte com o trabalho que temos à frente. Só posso agradecer a Bruna Daibert, Silvio Cohen, Luiz Matos, Vidigal, Dpadua, Lia Ravena, Stéffanie pela força e a todos os amigos que estão juntos nessa empreitada.
Depois de uma semana de rodas de choro, ressaca e muito trabalho, eis que o mini doc. com Dudu Maia está no ar. O Salve Simpatia é mestre bandolinista aqui da nossa Brasiiiila. E toca muito. Difícil pra mim foi ter que filmar, modular o som, sambar e ainda segurar o copo. Mas tudo ocorreu nos conformes. Mulheres e crianças também passam bem.
Com a simpatia de um grande chorão – no mais alegre dos sentidos – Dudu Maia é o nosso terceiro convidado para o 061UHA!. Bandolinista brasiliense da linhagem do Hamilton de Holanda, vai levando o melhor da nossa música para o mundo afora e afins. Em três dias de gravação, foram três grandes rodas de choro. A última você confere agora, no Nicolândia.
Até semana que vem teremos um mini doc. com o digníssimo também, é claro.
Aqui vai o mini doc. com Cacai Nunes. Em pleno cerrado da região, o músico falou sobre a alma de Brasília. A alma e o coração. Falou também um pouco sobre ele, que, resumindo, é tudo uma coisa só. Vai vendo... vai vendo... depois de asas, raízes.
Encontrei Cacai Nunes às 8h na Água Mineral. O lugar escolhido não poderia ter sido melhor. Há anos que não pisava lá. Caminhando pelas trilhas e escutando a viola de Cacai, ficamos pensando que em breve a extensão do nosso Parque Nacional vai se transformar em Ecovila meio suspeita. Ou seja, perderemos uma reserva bucólica para mais uma construção desnecessária de alcatraz de luxo. Simbolismo oportuno nos apareceu em forma de gaiolas para a música Um Brasil de Viola, de Cacai Nunes.
Aqui vai a segunda parte de Vavá Afiouni para o projeto 061uha! Neste mini doc. impressionantemente se consegue fazer uma relação musical entre rock, Bob Marley, Bin Laden e, claro, Brasília.
Agradecimento especial a Lia Ravena que conseguiu reunir 1 milhão de figurantes para o final apoteótico.
Como diria Vavá, "espaciológicamente" damos início hoje ao projeto 061UHA!, uma extensão do blog ClipClipUHA. 061UHA! é o que temos de melhor musicalmente em Brasília. É mais, é um registro da época que vivemos, um documento sobre as identidades culturais musicais da nossa querida cidade e região. A partir de hoje vamos postar mini-documentários e clipes sobre músicos e bandas do nosso cerrado.
Começamos com o pé direito, "para o alto e adentro", com o querido Vavá Jets, Vavá El Afiouni, Vavá Afiouni. Além do vídeo abaixo, em breve postaremos um minidoc. com ele tumbém!