Leonard Cohen é o rei. Melhor, ele é o monge que o rei perdido se consulta; o velho sábio de barbas brancas soltando os koans de costume e batendo com o cajado na testa do abastado.
Nascido no Canadá, em 1934, surgiu como compositor só aos 30 anos de idade. Antes disso fora consagrado na literatura, com poemas, romances e novelas. O sucesso com os livros era bom, mas o desapego era ainda melhor. Foi então que em 1964 parte para os Estados Unidos e conhece a cantora Judy Collins que grava duas de suas canções: Suzanne e Dress Rehearsal Rag, para o disco In My Life, de 1966.
A música de Cohen chamou a atenção de John Hammond, o mesmo produtor que "descobriu" Billie Holiday e Bob Dylan. A partir daí, desponta como um dos principais compositores e cantores do folk americano.
Entre um disco e outro, falta de inspiração e as exigências do mercado afastam Cohen de novos trabalhos durante vários anos. Em 1994, consolidando a sua aproximação com o budismo, Cohen passa a viver no mosteiro de Mount Baldy Zen Center. O mesmo que já havia procurado em 1966.
Recentemente assisti ao documentário Leonard Cohen: I'm Your Man. Aconselho com 5 estrelas. No youtube dá pra achar várias pérolas, como cover de Nick Cave, a ótima versão de Madeleine Peyroux para Dance Me To The End Of Love ou a trilha sonora do filme Assassinos Por Natureza (1994) e ainda a versão de Jeff Buckley para a gloriosa Hallelujah com seus mais de 12 milhões de acessos.
Uma das minhas preferidas é a primeira música do seu primeiro álgum, Suzanne.